O que as meninas pensam sobre feminismo?

Feminismo Adolescência O empoderamento de uma mulher costuma ser uma luta diária. Desde pequenas somos ensinadas a nos encaixar em padrões de beleza e a performar uma feminilidade que dificilmente nos convém. Os papéis de gênero são uma imposição de uma sociedade patriarcal feita a partir do sexo de nascimento das pessoas, não é fácil desconstruir isso tudo, principalmente quando são coisas já tão enraizadas e presentes em nossas fases de formação.

Segundo a pesquisa da Agência É Nois, que ouviu mulheres de 14 a 24 anos, 77% das meninas acreditam que o machismo impacta seu desenvolvimento, em contrapartida, há o projeto de lei que proíbe professores de falar sobre questões de gênero nas escolas, como se a violência contra a mulher não fosse generalizada o suficiente em nossa sociedade.

Em uma forma incrível de ato político, o feminismo tem conseguido reunir, debater e empoderar meninas e mulheres em páginas, grupos e eventos que não se limitam apenas à internet. Se dificilmente as escolas fazem isso, mulheres acabam por tomar as rédeas e ensinam umas às outras o poder de cada uma numa sororidade cada vez mais necessária.

A exemplo disso, temos a cantora brasileira MC Soffia que, com apenas 12 anos, aborda em suas músicas a vivência da menina negra. Além das músicas, a MC engaja o feminismo, também, em suas redes sociais, trazendo maior representatividade para garotas negras.

O empoderamento de adolescentes e pré adolescentes tem se tornado mais comum nos dias de hoje. Se há 10 anos uma garota com 13 anos sabia pouco da equidade de gênero, hoje, com a mesma idade, elas já sabem a importância de discutir esses assuntos. É preciso dar visibilidade e empoderar nossas meninas e ensinar aos meninos a importância de se respeitar o próximo, independente do sexo.

Feminismo Adolescência

Para mostrar que tem muita menina engajada com o movimento, quatro delas: a Helena, 13 anos, a Laura, 13 anos, a Paula de 14 anos e a Monique, 17 anos. Contaram pra gente como o feminismo mudou suas vidas.
Helena Barbieri, 13 anos – Brasilia/DF

“Criei um grupo com o propósito de encorajar e mostrar para as meninas que elas precisam se aceitam do jeito que são, Coloquei várias amigas que também gostam do assunto e a gente fala muito sobre isso, nele a gente a discute muito sobre o poder da mulher. O feminismo fez a mulher é linda e poderosa do jeito que é, que tem os mesmos direitos que todos. O movimento criou de mim uma vontade inexplicável de ajudar as mulheres, de mostrar para o mundo que você não precisa estar no padrão de beleza da sociedade. Lugar de mulher é onde ela quiser!”.

 

Laura Scótolo, 13 anos – São Paulo/SP

“Eu acho que a gente recebe tanta coisa da mídia e da sociedade falando que o nosso corpo não é bonito ou que o cabelo não é bom, que quando encontramos alguém confortável consigo mesma é bem inspirador. O feminismo me liberta. Eu costumava achar que mulher tinha que ter um padrão e que eu deveria seguir esse padrão mas o feminismo me mostrou que não, me mostrou que eu posso ser quem eu sou. Eu gostaria de poder fazer mais, tanto que eu e uma amiga estamos montando um coletivo feminista na escola pra poder explicar para as meninas menores o que é o feminismo e como ele pode ser libertador, nós percebemos que as meninas mais novas da minha escola não sabem o que é feminismo ou não estão nem interessadas no assunto, então estamos montando um projeto para meninas de 10 até 13 anos para poder falar sobre feminismo e outras militâncias de um jeito bem descontraído, e até tentar tirar esse tabu que tem em cima desses assuntos”

 

Paula Cavalcante, 15 anos – São Paulo/SP

“Acho que o feminismo é extremamente necessário, pois temos que mudar o papel da mulher em nossa sociedade. Acho que ser feminista é lutar a favor dos nossos direitos e isso é essencial já que todas nós devemos ser tratadas com o respeito! Acho super importante a gente se empoderar e mostrar que a mulher é sim muito rebaixada dentro da sociedade e que podemos mudar isso, por isso também acho super necessária a comunicação entre as meninas”.

 

Monique Lopes, 17 anos – Goiânia/GO 

“Eu conheci o feminismo na escola, já que minha professora de história da arte é feminista, quando ela explicou o que era feminismo, eu descobri que o que eu pensava tinha um nome.Eu tento empoderar meninas ao meu redor falando sobre isso, e não apenas meninas mais novas, como também minha mãe e minhas tias. Não aceito ninguém falar que não posso por ser mulher.”

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Daiana Porto

Daiana Porto

Estudante de jornalismo, sonhadora nas horas vagas e feminista em tempo integral.

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